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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Sombra ou luz: o PMDB de Coimbra, Marcelo e Gaguim


São 29 partidos políticos no país, conforme os números do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Não obstante quantitativo de filiações e mandatários, para a grandeza de a legenda, contam as realizações que deixa ao exercer o poder.  Cada partido com sua história, obras, seu dono ou seus líderes. Uns reconhecidos por sua capacidade de aglutinar, pacificar e compor, de engrandecer a legenda. Outros por caracteres pessoais acima das legendas e, por consequência, nem deixam sucessores à altura de lhe perpassarem a sombra e alcançar a luz. Por questões de manutenção do poder mesmo.
É o caso, por ora, do PSDB, que tem no governador Siqueira Campos, um nome sem parelha. E sem o qual não teria chegado ao Executivo Estadual.
E é, notadamente, o caso do PMDB. Depois de Moisés Avelino em sua passagem pelo Palácio Araguaia só alcançaria o gabinete-mor novamente com a adesão de um ex-siqueirista no episódio do racha da então União do Tocantins em 2005: Marcelo Miranda e ali se manteria na fatalidade das eleições indiretas de 2009 .
É um partido onde parece não haver um líder para a grandeza que propaga ter ou, antes, almeja ter.
Cassado duas vezes – do governo em 2009 por abuso de poder político e do Senado neste ano como consequência daquela – Miranda faz sombra (pela popularidade que goza, principalmente) sobre os demais nomes do partido. Inclusive Júnior Coimbra, o deputado federal confirmado nesta terça-feira na presidência do diretório estadual, para inaugurar sua fase no comando peemedebista, tendo como vice o próprio Miranda.

Seguem os dois, na 2ª vice-presidência, o ex-governador Carlos Gaguim.  Derrotado em 2010, luta para manter a visibilidade no partido onde permanece, por ora. E de onde diz a aliados, quando consultado sobre uma saída do partido, “ainda não”.
Pelo exercício do mandato federal e o posto à frente do partido, Coimbra tem o seu momento de costurar as alianças, com os diretórios que elegeu recentemente, para as eleições municipais. O principal repto é viabilizar uma candidatura em Palmas, atualmente centrada no deputado estadual Eli Borges, confirmado na 2ª tesouraria e com o controle do diretório palmense.
Coimbra tem seguido o rito: diz que a meta é chegar em 2014 para retomar o Palácio Araguaia. O que sinaliza que conhece o caminho. E este passa por 2012, Afinal, o partido só teve o gosto de comandar Palmas em 2008 na interinidade quadrimestral de Derval de Paiva – que voltou aos discursos que empolgam os modebas.
E é o mesmo caminho que terá de percorrer Miranda. E sozinho, sem o amparo paterno de Brito Miranda, a dialogar com o senador João Ribeiro (PR), o prefeito Raul Filho (PT), a senadora Kátia Abreu (PSD), líderes que caminham na mesma senda palaciana… Sem isto, não há viabilidade alguma em 2014, ainda mais sem mandato.
E resta a questiúncula: o que cabe a Carlos Gaguim, que já teve a caneta e o partido na mão, nesse latifúndio?
Por ora, tem apresentado uma candidatura ao Senado, lançada por ele mesmo e, até agora, sem um empenho sequer dos outros dois da triarquia modeba: a de si mesmo.
Com um cenário que inclui também o governador Siqueira Campos (PSDB), seu filho, Eduardo Siqueira Campos, o senador Vicentinho Alves (PR), para citar os mais proeminentes do momento, a eleição estadual de 2014 vai exigir sólidas composições, por óbvio.
E o triunverato modeba, que está fora do Araguaia, se ficar longe do Paço Municipal da capital e sem as prefeituras que hoje mantém, estará em condições de lançar chapa puro sangue, mesmo que consiga manter, até lá, a maior bancada no Legislativo? Como se apresentar para a sucessão com um eventual nome na cabeça (Marcelo ou Coimbra?) e um nome para o Senado?
O partido já teve tudo isto, recentemente – quando comandado por Osvaldo Reis, hoje escorraçado do grupo – mas mostrou que a grandeza era apenas numérica: em filiados e mandatários.
E parece não achar a medida da unidade, ainda que temporária, “grandeza” mensurada nesse instante entre “lunáticos” e “acéfalos”.
Fonte: Lailton Costa

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