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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Hospital Dona Regina trabalha para diminuir risco de mortes evitáveis


“Primeiro a gestante que precisa mais” - esse é o princípio básico do Acolhimento com Classificação de Risco (ACCR), um dispositivo do PQM - Plano de Qualificação das Maternidades do Ministério da Saúde, do qual o HMDR – Hospital e Maternidade Dona Regina faz parte desde o início deste ano.
O serviço estará implantado no hospital a partir do mês de novembro. O prazo foi estabelecido entre a Diretoria do Hospital Dona Regina e a supervisora do PQM, Vera Figueiredo, durante Oficina sobre o Acolhimento, que ocorreu na tarde da última quarta-feira, 28, e na manhã desta quinta, 29. Durante o evento, profissionais das gerências administrativa e técnica do hospital, da Semus – Secretaria Municipal de Saúde, e das Áreas Técnicas da Sesau - Secretaria de Estado da Saúde - puderam entender a importância do atendimento que prioriza as gestantes de acordo com a gravidade de seu estado de saúde.
“No ACCR o critério não é a ordem de chegada e sim o agravo à saúde e o grau de sofrimento das pacientes”, contou Vera Figueiredo. Segundo ela, o MS tem incentivado e auxiliado a implantação desse serviço nas maternidades que fazem parte do PQM, com o objetivo de agilizar o cuidado e diminuir o risco de mortes evitáveis, identificando as pacientes que necessitem de atendimento imediato. Vera também esclareceu que a implantação do ACCR irá reduzir o tempo de espera, já que os serviços serão organizados utilizando protocolos unificados para que município e Estado sigam condutas correspondentes. “Acolhimento não é mera triagem administrativa que reduz o serviço de recepção ou simples encaminhamento para outro serviço de saúde, mas pressupõe atendimento responsável em toda a rede”.

Para a gerente da Humanização da Sesau e apoiadora do SUS no HMDR, Goiamara Borges, esse dispositivo só irá melhorar o acesso das pacientes aos serviços e criar um vínculo maior entre elas e a maternidade, mas para isso é realmente necessário que Semus e Sesau estejam interligadas já que a responsabilidade do atendimento à gestante não é apenas do hospital. “A qualidade deve estar presente desde o pré-natal, na Unidade Básica de Saúde, até momento da alta”.
A gerente de Urgência e Emergência da Semus, Claudia Fulamentto Costa, que participou da oficina, considera salutar o hospital envolver toda a rede na implantação de um serviço como o Acolhimento, tendo em vista que “antes de chegar ao atendimento de alta complexidade, a usuária passa primeiro pela Unidade Básica de Saúde ou pela Unidade de Pronto Atendimento de sua região, por isso é preciso fortalecer o vínculo entre município e Estado. Dessa maneira quem ganha é a população, pois receberá atendimento de saúde mais ágil”.
A diretora Geral do HMDR, Alba Lúcia Menezes de Sá Muniz, frisou que a capacitação e a sensibilização dos servidores é fator primordial no Acolhimento. Segundo ela, os protocolos não surtirão o efeito esperado se os colaboradores não estiverem envolvidos nesse processo, por isso durante todo o mês de outubro cada setor do hospital passará por treinamento. Alba também se comprometeu, juntamente com os demais gestores do hospital, a promover o debate entre as entidades profissionais de classe, Ministério Público, Defensoria Pública e imprensa, para que todos conheçam o fluxo do atendimento e ajudem a promover um serviço de saúde adequado à população tocantinense.
Acolhimento com Classificação de Risco
Durante a oficina foram criados Grupos de Trabalho para a formulação do Protocolo do Acolhimento com Classificação de Risco do Hospital Dona Regina no mês de outubro e foram envolvidos profissionais de diferentes áreas de atuação do hospital, da Semus e da Sesau. Também foi organizado um cronograma de ações para a implantação do serviço, que de acordo com as diretrizes do MS, cada hospital deve ter o próprio protocolo respeitando a realidade de cada local.
No Acolhimento os profissionais de saúde diferenciarão os pacientes por cores de acordo com a emergência de cada caso, sendo que o vermelho indica atendimento preferencial e urgente, enquanto o azul informa que a paciente não apresenta risco e pode esperar. Assim, quem chega primeiro poderá dar lugar àquela gestante que chegou depois, mas está correndo risco de morte ou em situação vulnerável para ela ou o bebê.
Atualmente, 15 maternidades do Plano de Qualificação já estão implantando o Acolhimento, sendo que em cinco delas o dispositivo já está implantado e em funcionamento: Maternidade Bárbara Heliodora (AC), Maternidade Ana Braga (AM), Maternidade Balbina Mestrinho (AM), Hospital Regional Materno Infantil de Imperatriz (MA ) e Fundação Santa Casa de Misericórdia de Belém (PA).
(Secom Saúde)

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