Segundo a igreja, no mês de agosto deste ano, o prédio do templo foi apedrejado, o muro foi pichado com mensagens homofóbicas e os cadeados, entupidos. No começo de novembro, rapazes insultaram e fizeram ameaças de morte contra os frequentadores da igreja na saída de um dos cultos. No fim de novembro, um grupo de rapazes ameçou atear fogo ao prédio da igreja. O último ataque aconteceu na semana passada, quando jogaram urina na porta do prédio.
Providências
"Notificamos o Ministério Público para acompanhar o caso para encontrar os responsáveis pelos ataques homofóbicos. Além disso, queremos desenvolver uma ação educativa na comunidade próxima da igreja e prevenir novos ataques. Vamos atuar junto com lideranças do bairro", disse Luanna Marley, coordenadora do Centro de Referência LGBT de Fortaleza.
Segundo Sara, um Boletim de Ocorrência foi registrado no 3º Distrito Policial de Fortaleza relatando os ataques. "A nossa preocupação é a preservação da integridade dos frequentadores da igreja. Cobrimos a pichação, mas não pintamos o muro para evitar que sejam feitas novas pichações. Defendemos toda a liberdade sexual e não fazemos distinção de cor de pele ou orientação sexual. As portas da igreja sempre estarão abertas", disse a pastora.
Luanna disse que vai encaminhar um ofício para a Secretaria de Segurança Pública do Estado, pedindo investigação criminal. "Também vamos acionar o setor de Enfrentamento aos Crimes de Ódio da Polícia Federal".
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