Na quinta-feira (11), o goleiro depôs por cerca de 10 horas em Contagem. Ele começou a falar por volta das 10h20, teve um intervalo entre 14h e 15h e prosseguiu até as 21h. Durante o depoimento, o atleta afirmou à juíza Marixa que dois jogadores “renomados” ligaram um dia antes de ele se entregar à polícia para contar que viram a modelo em São Paulo, entre os dias 11 e 12 de junho.
O atleta também relatou que a ultima vez em que viu Eliza Samudio foi no seu sítio em Esmeraldas (MG). Depois disso, ela recebeu R$ 30 mil e foi embora para São Paulo pagar contas. Por sete dias, o goleiro disse ter ficado com o filho em Minas.
Já a defesa de Macarrão decidiu armar um tumulto durante a audiência para fazer com que o cliente não respondesse as perguntas da juíza Marixa Fabiane Lopes. Macarrão disse que não daria nenhuma declaração sobre o caso e a audiência foi encerrada por volta das 22h30.
Enquanto a juíza lia o depoimento dado pelo acusado à polícia quando ele foi preso, os três advogados - Claudio Dalledone, Wasley Vasconcelos e Américo Leal– começaram a conversar alto. Marixa pediu para que eles parassem de falar, pois estavam atrapalhando o trabalho dela. Os advogados começaram uma discussão e a juíza então ordenou que eles saíssem da sala. Dalledone, neste momento, falou para Macarrão não responder a nenhuma pergunta. O réu acatou a ordem e disse que “não tinha mais nada a declarar”.
Leal revelou depois aos repórteres que forçou uma confusão para que o cliente não prestasse depoimento. Dalledone também disse que vai pedir uma acareação à Justiça, mas não informou quem ele deseja que seja confrontado com Macarrão.
Agressão
O goleiro também contou à juíza como Eliza foi agredida no trajeto após um jantar com Macarrão, até o hotel Windsor, no Rio. Segundo Bruno, a jovem estaria o insultando no trajeto, e o primo dele menor de idade irritou-se e deu um soco no nariz dela. O jogador contou que soube que Macarrão teve de parar o carro para apartar a briga dos dois. Bruno não mencionou a coronhada na cabeça.
Quanto ao depoimento do menor de idade, que foi quem revelou toda a trama para matar Eliza Samudio, o goleiro disse que não sabe o porquê de ele ter inventado a história. Segundo o jogador, o garoto tem "distúrbio, uns brancos", mas é uma boa pessoa. Bruno também afirmou que não respondeu aos policiais quando foi interrogado porque eles queriam que ele confirmasse a história do menor.
O jogador também elogiou muito o amigo Macarrão. Segundo Bruno, só depois que o amigo começou a tomar conta de suas finanças que a vida dele começou "a andar". Por outro lado, o goleiro disse estar muito decepcionado com primo Sérgio Rosa Sales, com quem morou.
- Eu ajudava ele [Sérgio], mesmo sem trabalhar para mim. Ajudei muito e perdi a confiança. Ele saiu da minha casa e não quis mais estudar, perdeu boas oportunidades".
Além de Bruno, deve ser ouvido nesta quinta o Macarrão. Faltam também os interrogatórios do policial civil Marco Aparecido dos Santos, o Bola, e da ex-amante do goleiro Fernanda.
Antes de começar a audiência, o advogado do atleta, Ércio Quaresma, solicitou à juíza que ele tivesse 30 minutos para conversar com seu cliente. Logo no início da sessão, a juíza leu o pedido da defesa de Macarrão para o afastamento dela do caso. O defensor alegou que Marixa já teria tomado partido pela condenação dos acusados. A solicitação foi negada. O advogado de Macarrão já afirmou que seu cliente deve ficar calado.
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