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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Com direito a “selinho” no palco, candidatos do Ídolos fazem de tudo para disfarçar nervosismo

Programa desta terça (7) teve como tema a bossa nova e grandes festivais de música
Restam apenas quatro competidores brigando pelo título de melhor cantor do Brasil no Ídolos 2010. Nesta fase, o menor dos erros pode levar à eliminação de um candidato. E parece que os jovens cantores estão sentindo essa ameaça, de maneira mais e mais intensa a cada apresentação.
Ao menos foi isso que eles demonstraram nesta terça-feira (7), durante as suas performances – que tiveram como tema a bossa nova e as canções dos antigos Festivais de Música Popular Brasileira.
Com exceção de Nize Palhares, todos os cantores deram escorregões nas escolhas e na interpretação do repertório selecionado.
Chay Suede, queridinho das meninas que assistem ao programa, é um exemplo dos que tropeçaram.
O cantor escolheu Alegria, Alegria, de Caetano Veloso para interpretar. Provavelmente por nervosismo, o jovem capixaba deixou a desejar no quesito afinação e aparentou desleixo no palco, pouco caso – impressão destacada inclusive pelos jurados do reality show.
Sua volta por cima veio ao cantar em dueto com Nize a canção Chega de Saudade, de Tom Jobim e Vinícius. Solto no palco, mas nada displicente, o garoto mostrou que tem voz, sim. Cheios de graça, os dois não pecaram em qualquer momento e arriscaram até mesmo um beijo “selinho” no final da canção – para delírio de quem estava assistindo ao programa.
Antes mesmo desse dueto, Nize já tinha recebido muitos elogios de Paula Lima, Marco Camargo e Luiz Calainho ao interpretar a difícil Roda Viva, de Chico Buarque. Segundo Calainho, a carioca mostrou todo o seu poder, aproveitando ainda mais a música que exige força de interpretação no palco.
Israel Lucero e Tom Black encerraram a noite em um dueto de Wave, de Tom Jobim. A música não valorizou o timbre de nenhum dos dois, tampouco a energia que eles costumam demonstrar em cena.
Minutos antes, Tom havia cantado Fio Maravilha, em uma performance que – nas declarações dos próprios jurados do programa – não mostrou todo o potencial do cantor. O baiano de 24 anos costuma se sair melhor em músicas românticas, mais suaves.

Em compensação, Israel Lucero até havia recebido elogios do júri ao cantar Disparada, de Geraldo Vandré. Sua apresentação começou introspectiva, mas ganhou força na segunda metade – e, ao contrário de Tom, o catarinense tem ganhado o público com suas performances mais agitadas.
Luiz Calainho deixou sua opinião clara.
- Eu gostei do que você fez, mas gostei mais da segunda metade.
Será que o dueto prejudicou o sertanejo?

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